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O futuro do cinema brasileiro: saiba quais as tendências das novas produções

Atualizado: 27 de out. de 2022


imagem do filme Tudo Bem no Natal Que Vem em que a familia toda está em volta da mesa para a ceia de natal
Longa metragem: Tudo Bem no Natal Que Vem | Protagonizado por: Leandro Hassum

O futuro do cinema brasileiro depende muito do que as produtoras tomarão como prática de produção em relação aos gêneros e também da qualidade dos roteiros.

Além disso, viemos de uma recuperação pós pandemia, onde o cinema brasileiro estagnou quase por completo.

Portanto, nesse período, muitas produtoras pensaram e repensaram sobre o futuro do cinema nacional como um todo.

Assim sendo, atualmente você pode constar nas plataformas, uma quantidade maior de produções devido à retomada após a covid-19.

Claro, infelizmente, muitas dessas produções não têm um marketing pesado para a divulgação e você provavelmente se surpreende com um filme ou outro no catálogo que nem imaginava existir.

Confira abaixo algumas colocações plausíveis sobre o futuro do cinema brasileiro. Boa leitura!

Como as leis de incentivo ajudam no futuro do cinema brasileiro


logomarca da Ancine

Produtoras e outros tantos profissionais do audiovisual aguardavam o retorno das leis de incentivo para voltarem às produções.

Contudo, depois de anos em verdadeira inércia, as mesmas retornaram em meados deste ano, tanto as estaduais quanto as regionais.

Se as leis de incentivo correspondem à maior parte do investimento no cinema nacional, podemos dizer que, sem elas, não há entretenimento em relação a filmes no Brasil. Ou há?

Se porventura, o que não se pode excluir de acontecer novamente, produtoras de pequeno e médio porte e que dependem das leis de incentivo, ficarem mais longos períodos sem elas, como farão seus projetos?

Ainda que, há também uma outra questão, a de bilheteria, pois muitas das produções estão indo diretamente para o streaming.

Entretanto, para as produtoras essa tem sido uma boa opção devido ao retorno de visibilidade dos filmes quanto também financeiro, já que se aventurar por salas de cinema significa mais verba alta investida, a que muitas vezes não se dispõe.

Para o futuro do cinema brasileiro existe um recurso ainda pouco explorado

Vimos acima a importância das leis de incentivo para as produtoras que não têm ainda um portfólio robusto para captarem recursos no setor privado.

Contudo, empresas que apostam diretamente em projetos sem ser por leis de incentivo é bastante raro.

Porém, você sabe o porquê de uma empresa não visar o audiovisual como um bom negócio e as que fazem esse tipo de publicidade preferem as novelas?

A resposta é muito simples: público. O que as empresas buscam, sem dúvida, é a visibilidade.

Novelas sempre puderam comprovar quase que em tempo real, os pontos de audiência e é por essa razão, que grandes marcas investem nelas o seu merchandising.

Sobretudo, o que se pode fazer para atrair a confiabilidade dessas empresas para que elas apostem em projetos quase que anônimos?

Bom, essa pergunta já não é tão simples e depende de inúmeros fatores, um deles é o histórico do proponente.

Muitas vezes, as empresas querem garantias sobre seus investimentos, o que é bastante natural e compreensível, porém, não há garantias no audiovisual.

Já vimos inúmeros filmes de grandes produtoras de Hollywood fracassarem ao chegarem nas salas de cinema.

Por isso, não há como prever o resultado de um filme depois de pronto, mas uma coisa é certa: é possível sempre tentar fazer o melhor.

Sendo assim, é extremamente viável explorar esse recurso, ainda que difícil, de captar via empresas privadas.

Contudo, basta que uma produtora comprove que o seu projeto é diferenciado, que tem pessoas experientes envolvidas e que terá uma boa veiculação por meio de uma boa distribuição.

Por que a maioria dos brasileiros prefere filmes importados a filmes nacionais

Muitos podem pensar em preconceito ou algo parecido, mas o buraco é bem mais embaixo e não se pode generalizar.

Atualmente, as produções nacionais estão se arriscando mais em outros gêneros e isso é de suma importância para o futuro do cinema nacional.

Podemos perceber isso mediante algumas produções recentes, como o filme Amado, uma trama de suspense policial que conta com a direção de Edu Felistoque e Erik de Castro, com a belíssima atuação de Sergio Menezes.

Esse filme, por exemplo, foi lançado em meados deste ano e está em diversas plataformas onde você pode assisti-lo, e tem uma pegada bem brasileira em sua trama.

pôster da série santo da netflix
Série: Santo | Disponível na Netflix

O Brasil também fez parceria internacional para a série Santo, gravada aqui na Bahia e em outras cidades da Espanha.

A produção espanhola dessa série é excelente, porém, o roteiro é bastante confuso e até psicodélico demais, mas a atuação do Bruno Gagliasso e a figura de seu personagem são formidáveis, para quem curte o gênero, vale muito a pena assistir.

Essas são apenas duas referências de filmes que têm uma atmosfera mais direcionada aos produzidos lá fora, por diversos países.

Afinal, o que o público em geral consome é o entretenimento.

Diante de tantas discussões políticas, as correrias do dia a dia e também do desgaste que a pandemia causou a todos, as pessoas estão procurando consumir filmes e séries que sejam para descontração, que não as façam mergulhar ainda mais em realidades do cotidiano.

A prova disso é a aprovação do público para filmes de super-heróis e filmes que não envolvem temas que exijam uma cobrança de posição social, seja ela qual for, é bastante grande.

Sendo assim, o futuro do cinema nacional dependerá do equilíbrio em relação às produções e suas histórias a serem expostas.

Onde começa o futuro do cinema nacional | Roteiros e produções

roteiro cinematográfico sobre uma mesa com um mouse, uma câmera, uma caneta e um teclado de computador sobre uma mesa de madeira marrom
O roteiro é o alicerce de qualquer obra.

O roteiro é sempre a base que sustenta todo o resto em um projeto, sem ele, não há uma boa história para ser filmada.

Sabemos que ele sofre mudanças mesmo durante as filmagens, principalmente de acordo com a visão da direção.

Entretanto, o futuro do cinema nacional vai depender dos criadores de história e por consequência, dos aquisitores dessas histórias.

Se o público consome mais o que vem de fora, é possível que estamos mudando o nosso destino de audiovisual para um caminho de desencontros com quem paga para assisti-los.

Por essa razão, é importante criar tramas que consigam se vender para empresas privadas e para o público, e mesmo com produção via leis de incentivo, que elas tenham força em bilheteria ou até mesmo no streaming.

A nossa missão como produtores e roteiristas é, sem dúvida, elevar ainda mais a qualidade de nossas produções. Temos de ouvir mais o mercado e conhecer o que o mundo produz e o que dá certo.

Deixar de lado velhas teorias e passar a construir novas práticas de criação (gêneros diversos em roteiros) e posteriormente, em produções, incluindo o uso de tecnologias a nosso favor.

Não se faz cinema sozinho e não há uma receita de bolo que funcione para todos, mas podemos explorar coisas novas. Por que não?



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